1. 4 years ago 

    MENTIRA, A PROVA MAIOR DE FALTA DE CARÁTER


                            

    MENTIRA, A PROVA MAIOR DE FALTA DE CARÁTER - Tony Ayres


    Qualquer profissional que milita na área da saúde mental conhece bem o que Ana Freud (a filha de Sigmund Freud), deixou muito bem estabelecido em seu livro: “O ego e os mecanismos de defesa” - os mecanismos de defesa, propriamente ditos, que foram nominados, como: regressão, negação, projeção, introjeção, identificação,etc.


    Ora, os mecanismos de defesa são geralmente negativos, porque fazem parte da neurose e trabalham o tempo todo a fim de que a pessoa não enfrente seus problemas de frente, utilizando-os como “válvulas de escape” ou “saídas pela tangente” inconscientes, provocando assim, a perenização da doença.


    No entanto, desejo falar aqui de um outro “mecanismo de defesa” (entre aspas mesmo), o qual as pessoas incapazes de construírem em si mesmas um caráter forte, maduro e confiável, acabam por desenvolver, esperta e conscientemente. Refiro-me à essa erva daninha emocional chamada mentira.


    Por causa da mentira, pessoas foram levadas às fogueiras, inocentes foram condenados à morte, países foram tiranizados, crianças foram sacrificadas, pais de família perderam seus empregos, corações foram dilacerados, casamentos foram desfeitos, pessoas enlouqueceram de dor, pobres ficaram mais pobres, ricos ficaram mais ricos… e a lista pode ir aumentando “ad nauseam”.


    A mentira é negativa porque revela: fraqueza, incapacidade, covardia perante os próprios atos, imaturidade, desconsideração para com as demais pessoas, narcisismo, mas principalmente…. mau-caratismo.
    É por isso que, via de regra, todo mentiroso é um mau caráter. Poderia, para ilustrar este texto, utilizar-me do tão conhecido exemplo da mentira dos políticos. Mas essa já está por demais conhecida e até banalizada.


    Prefiro, para não ir muito além de meu propósito, neste artigo, limitar-me tão somente à mentira relacional - mentira em que um (ou os dois) dos parceiros sentimentais, grotescamente, dela se utiliza, para fraudar e enganar o coração do parceiro, numa relação de amor, por exemplo.


    Conheço ( e você também deve conhecer!) um batalhão de pessoas estropiadas por completo na vida, porque, infelizmente, foram impiedosamente enganadas por outras em quem sempre acreditaram leais, e a quem devotavam a mais pura e cega confiança, o mais belo, cuidadoso e devotado amor…Mas…foram apunhaladas pelas costas.


    Pessoas que ferem, sem piedade, como foi dito, e pisoteiam o coração de outras, que as amam, tratando-as como tijolos ou pedras; e não como seres humanos que possuem alma, coração e sentimentos, estão mais perto da animalidade irracional do que da humanidade concedida pelo Criador.


    Por isso, o seu “mecanismo de defesa” não merece eufemismos, não.
    São, para vergonha delas, hipocrisia e falta de caráter, sim - um câncer que invade e toma conta da alma de seres humanos mesquinhos e rasteiros, movidos pela única força que conhecem: a nojenta força do egoísmo.


    Que Deus nos proteja de tais pessoas! E que tenhamos a capacidade de discernimento para reconhecê-las e afastarmo-nos delas!


    (Tony Ayres é professor e psicanalista, bacharel em teologia e educador)

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Quem sou eu?


Eu realmente preciso me expor aqui? Bom, acho que sim, nem todos que visitarem meu blog irão me conhecer... A princípio digo que isto aqui não é o orkut, onde as pessoas, geralmente, tentam se vender para serem adicionadas. Não estou nem um pouco preocupado com o que irão pensar ou deixar de pensar sobre a minha pessoa.

Bem, quem sou eu? Seria muita pretensão minha querer responder a esta pergunta ancestral. Não sei quem sou eu, para falar a verdade, não quero muito saber. Não vejo, simplesmente, como estas questões existenciais possam melhorar a minha vida. Então, para que se estressar, não é mesmo? Sou apenas aquilo que penso que sou – e olhe lá! Uns discordarão e então eu terei de retrucar que ninguém entende mais da minha vida do que eu mesmo. Mas não tenho muita certeza do argumento.

Minha vida de Gustavo começou oficialmente em 1987, mas eu acho que foi bem depois - Ah, sim, como Kaayo Gustavo mesmo, pois só utilizo o nome de batismo em último caso, como assinar documentos. Continuando, minha primeira lembrança é de 1988. Depois as coisas ficam confusas até 1991. A partir de então eu sou capaz de lembrar de quase tudo: fora Collor, Itamar, etc. Só não sou capaz de me lembrar do nome das pessoas. Portanto, se um dia você me encontrar na rua e eu não o cumprimentar pelo nome, me desculpe. E saúde, caso você espirre.

Já escrevi em algum lugar que sou uma mistura “implosiva” de índios com ciganos e espanhóis. A verdade é que, ultimamente, a alma cigana tem imperado. Na reserva fica a alma índia. A parte esquentada, espanhola, ficou de lado, como um vulcão adormecido. Por favor, silêncio. Não queremos acordar a bichinha, não é mesmo?

Apesar de na minha carteira de trabalho constar apenas que trabalhei como auxiliar administrativo do Citibank, na verdade já fui instrutor de informática e programador, iconógrafo, arquivista, assistente administrativo, secretário executivo, assessor administrativo e gerente administrativo, auxiliar de enfermagem, auxiliar de administração hospitalar, bailarino e ator. Talvez tenha sido alguma coisa no meio disso, mas não lembro porque estava dormindo. Atualmente trabalho na de produção artística de uma Cia artística. Já ganhei prêmio de fotografia, mas não sei fotografar. Já ganhei prêmio literário, mas muitos dizem que não sei escrever (e eu não acho que o prêmio desdiga isso), já ganhei prêmio por melhor atuação no teatro, mas não me considero bom ator e já fui indicado à melhor solista, embora não tenha formação em dança.

Já quis ser o Francisco Xavier. Depois o Keanu Reeves. Antes disso eu quis ser o Roberto Justus, depois o Paulo Leminski. Já quis ser o Indiana Jones e o Jacques Cousteau. Já quis ser o meu ex professor de gestão de marketing Flávio Alonso, já quis ser minha professora de dança contemporânea Vânia Ramalho e já quis ser como o meu pai. Nada deu muito certo, confesso. Daí eu me toquei (o óbvio das obviedades!) que eu não tinha cacife para ser ninguém senão eu mesmo. Há quem diga que está dando certo. Já tomei remédio para depressão, caxumba, diarréia, cólica, sarampo, dor-de-cabeça, insônia, depressão, dor muscular, picada de abelha, dor-de-dente, dor-de-ouvido, frieira, gripe e até para uma pneumonia que eu não tive. Parei com isso. Não tomo mais remédio para nada e a minha vida vai bem, obrigado. Consulto médicos apenas para fazer exames de sangue regulares. Mas não sei por que estou dizendo isso. Ou talvez eu saiba. Preciso tomar remédio para esclerose.


Já morei na França, Bélgica e Alemanha, fiz vários amigos e ganhei muito dinheiro mas voltei pra casa. Nasci no Rio de Janeiro, no bairro de Realengo onde morei até os 7 anos, na rua Arthur Viana, nº 55 onde fiz muito cocô nas fraldas, li enciclopédias, aprendi a andar de bicicleta e dei meu primeiro beijo e sofri meu primeiro amor. Depois morei na rua Euclides Roxo, por conhecidência, também no número 55, lembro de mamãe ter jogado no bicho e ganhou. Depois me mudei para Jacarepaguá, na rua Geminiano Góis onde aprendi a passar trote e a jogar sacos cheios de água do 19º andar do prédio. Só coisa útil. Depois mudei para o Recreio dos Bandeirantes onde aprendi a gostar do mar, praia, reserva, trilhas... Por fim, fui para Uruçanga onde minha mãe mora até hoje, lá conheci meus amores e desamores, empregos, aprendi a morar sozinho... Mudei-me para Ponta Grossa, PR, onde fui fazer faculdade de jornalismo, aprendi a gostar de frio (do inverno eu já gostava). Fiz somente um semestre, vim passar as férias no Rio e não voltei mais. Hoje moro em Campinas, onde passo mais tempo dentro do trabalho do que na minha própria casa.


Sou um leitor apaixonado de bons livros. Meu ouvido para música é muito seletivo, mas eu me esforço. Tudo bem, tudo bem, não tolero as que não gosto: Samba, pagode, hip-hop... Meu olhar para a pintura não é deste século nem do anterior – e eu acho que isto é muito bom. Quase não vejo televisão, mas gostaria. Adoro teatro. Em cinema, não gosto de filmes iranianos. Por outro lado, sou fã de Mister Bin. Sobre política, prefiro não comentar, mas, sou de centro-esquerda, mas já fui de esquerda e de direita. Não tenho religião mas sigo uma doutrina, me simpatizo pelo espiritismo. Não - fumante, não alcoólatra, isso é, não bebo, não como carne vermelha, não bebo refrigerante, gosto do Vasco, mas detesto futebol e meu índice de gordura corporal é 4, mas já foi menos.

Sou isto e sou mais, muito mais. Mas, hoje em dia, quem é que tem paciência para descobrir o outro, não é mesmo? Por isso eu posso ser divertido e interessante para alguns e arrogante e burro para outros. Quer saber? Eu sou mesmo é um homem que gosta de olhar as ondas batendo nas pedras, indo e vindo, tentando nos ensinar a eternidade que não nos é compreensível. E me traga mais uma água de coco, por favor.
 
 

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